terça-feira, 13 de março de 2012

Manutenção de PCs: como testar se uma fonte está queimada?

Se o seu computador não liga, não pisca e nem dá sinal de vida, a probabilidade da fonte ter queimado é alta. Mas como testá-la? Com este artigo você aprenderá, e de forma bem simples!

Por Igor Pankiewicz em 14 de Agosto de 2009

Problemas com computadores acontecem. Por mais cuidadosos que nós sejamos com nossos preciosos e queridos equipamentos, a realidade é que dificilmente alguém escapará desta triste situação. Para alguns deles, existem apitos da placa mãe, para outros sinais e avisos na BIOS. Alguns componentes especiais hoje vêm equipados de fábrica até mesmo com LED indicadores numerados, bastando uma rápida consulta no manual.
Mas e quando você pressiona o botão de força e nada acontece (não há nenhum barulho, nem luz e nem ruídos dos discos rígidos, muito menos um drive de DVD trabalhando), o que fazer nesta hora tão desesperadora?


A primeira dica sempre é verificar os cabos e as suas respectivas conexões entre tomada e a fonte, pois em alguns casos de sobrecarga o equipamento corta o fornecimento de energia para o computador. Nessas situações o problema é resolvido rapidamente com a retirada e a reinserção do cabo de alimentação.
O problema é a falta de energia, mas não na tomada
Para outros modelos, existe também uma chave de liga/desliga na parte de trás, geralmente logo abaixo da ventoinha. Verifique-a em ambas as posições e tente ligar o computador.
Agora, se tudo está devidamente ligado e há energia passando pela tomada, uma das grandes possibilidades é a da sua fonte ter queimado. E para que você tenha certeza de que foi isso que aconteceu, o Baixaki preparou algumas dicas e testes bem rápidos que podem ser realizados para você não ter que desmontar o PC, peça por peça, em busca de uma solução.
Pronto para colocar a suspeita em ação? Então vamos ao trabalho! E que fique bem claro: estes passos são válidos apenas para fontes do tipo ATX!
Abrindo o computador
O primeiro passo é abrir a lateral do computador com uma chave de fenda, de modo a garantir o acesso aos cabos e componentes. Basta retirar os três parafusos que ficam na parte de trás da porta lateral e puxá-la.
Parafusos que devem ser retirados do gabinete
Com a lateral retirada, comece a remover todos os cabos de alimentação que estão ligados aos componentes do computador, como discos rígidos, drives de DVD, ventoinhas e placa mãe.
Para o próximo passo, nós recomendamos que você remova totalmente a fonte do gabinete, de modo a evitar que algum cabo permaneça acidentalmente ligado a algum dos componentes internos.
Testando a fonte
Com a fonte livre, desconectada da tomada e de todas as partes do computador, localize o cabo de alimentação da placa mãe. Ele é o maior de todos, contando com vinte ou vinte e quatro pinos, de acordo com cada versão.
Pinos que devem ser ligados
Pegue um clipe de papel fino e metálico, sem pinturas e dobre-o de modo que ele fique com duas pontas paralelas para baixo. Outra alternativa é utilizar um fio metálico maleável, com as pontas desencapadas.
Com o cabo de alimentação da placa mãe em mãos, localize o terminal do fio verde e insira uma das pontas do clipe ou do fio (ele é responsável pela partida do computador quando o botão de energia é acionado). Logo ao lado deste terminal, deve haver também outro para o fio preto (GND). É nele que deve ser inserida a outra ponta do clipe. A esta altura seu conector da placa mãe deve estar exatamente assim:
Clip de papel inserido
Tudo certo? Então chegou a hora do teste! Cuidadosamente ligue o cabo de alimentação na tomada e depois na fonte. Caso as ventoinhas comecem a girar, você tem um indicativo de que a sua fonte está funcionando normalmente, logo dificilmente ela será uma das causas do computador não estar ligando.
Fonte funcionou?
Medindo adequadamente a tensão
E para as pessoas que possuem multímetros em suas casas, uma dica final (para os casos em que a fonte liga) é também conferir se a distribuição de tensão está correta nos cabos. Para isso, regule o aparelho para modo de alimentação contínua, pegue qualquer terminal preto do cabo da placa mãe e insira a ponta multi-teste preta (com a fonte ainda ligada pelo último teste).
Em seguida, procure pelo fio vermelho e ligue a outra ponta de testes nele. O valor mostrado no aparelho deve ser de 5V, com variação de 0,5V para mais ou para menos. Em seguida, repita o procedimento com o fio amarelo, mantendo a ponta preta no fio preto. A tensão mostrada deve ser de 12V, novamente com variação de 0,5V para mais ou para menos.
Medindo a tensão
Este procedimento também pode ser realizado com as pontas Molex (os encaixes para discos rígidos e outros periféricos, que contem quatro encaixes), valendo os mesmos procedimentos e valores descritos acima.
Xiiiiiiiiiii!! Não deu certo!
Se a sua fonte não deu nem sinal de vida com o teste proposto acima, é provável que ela esteja avariada. O custo do reparo varia também de acordo com a natureza do problema (se for só um fusível, você gastará centavos na troca), mas se você não entende de eletrônica o ideal é buscar a ajuda de um técnico especializado. Caso opte pela compra de uma fonte nova, leve sempre em consideração a necessidade de energia dos seus componentes para não comprar uma abaixo das especificações necessárias.
Soltar a sua fonte atual e substituí-la também é tarefa simples, bastando a remoção dos parafusos da parte de trás do gabinete (mostrados na imagem abaixo) e a substituição dos equipamentos. A colocação dos cabos e parafusos para o novo equipamento também deve ser bem similar.

Você conseguiu solucionar seus problemas? O PC ainda continua com problemas? É só entrar em contato pelo tel (021) 8821-7624 Robson Mesquita

sábado, 10 de março de 2012

Um PC de R$ 2 mil pode ter o mesmo desempenho que um PC de R$ 6 mil?

Comparamos duas máquinas para você ter ideia das diferenças reais entre uma que cabe no bolso e outra que é apenas um sonho.

Por Fabio Jordão em 29 de Fevereiro de 2012

Cada vez que uma fabricante anuncia um novo componente de hardware top de linha, todos os gamers ficam babando e imaginando o incrível desempenho do produto em jogos de última geração. As especificações são cada vez mais impressionantes, e os preços acompanham essa evolução frenética.

Muitos jogadores acabam desanimando com essas notícias, justamente porque somente um computador top de linha pode rodar os jogos com configurações máximas. Quer dizer, ao menos é o que dá a entender quando alguns gamers se pronunciam.  Será que é isso mesmo? Máquinas razoáveis não podem apresentar desempenho similar?

(Fonte da imagem: Divulgação/Intel)

Partindo dessa premissa, o Tecmundo decidiu elaborar um artigo comparando o potencial numérico e visível de um computador de configurações medianas com o poderio de um PC top de linha. Além disso, analisamos as possibilidades de estreitar as diferenças de desempenho entre eles.

Se você está pensando em montar uma máquina barata e de desempenho razoável, então, a leitura deste artigo é recomendada.

Configurações das máquinas

Antes de começar nossa comparação, vale uma pausa para relatar as configurações de cada computador. Veja na tabela abaixo as diferenças entre os componentes e os valores.

PC Modelo Valor Modelo Valor
         
Processador AMD Phenom II X4 960T BE 3 GHz  R$      310,00 Intel Core i7 2700k 3,5 GHz  R$         900,00
Placa-mãe MSI 880GMA-E35  R$      238,00 Asus Maximus IV Extreme-Z  R$     1.200,00
Memória G.skill Ripjaws-X 8GB 1866 Mhz  R$      202,00 G.skill Ripjaws-X 16GB 1866 Mhz  R$         404,00
Placa de vídeo Sapphire Radeon HD 6850 1 GB  R$      470,00 XFX Radeon HD 6970 2GB  R$     1.200,00
Armazenamento Seagate 1TB  ST31000524AS  R$      340,00 Seagate 1TB  R$         340,00
      Corsair SSD 120GB  
Fonte OCZ 600W StealthXStream2  R$      212,00 Corsair 750W TX750 V2  R$         340,00
Gabinete Cooler Master Elite 341  R$      117,00 Thermaltake V9 BlacX Dual Bay  R$         350,00
         
  Total  R$   1.889,00 Total  R$     5.453,00

Pesquisa de preços realizada nos sites Buscapé, Pichau, Kabum! e MegaMamute.

Considerando que o foco dessas máquinas é a execução de jogos, nosso comparativo será limitado a três principais itens: processador, placa de vídeo e drive de armazenamento. Não realizamos testes reais entre os computadores, sendo que nosso artigo foi baseado em números disponíveis na web.

Diferenças entre os processadores

Em uma rápida análise, fica claro que o Phenom II X4 960T opera em uma frequência mais baixa do que o i7-2700k. A CPU da AMD conta com 2 MB de memória cache L2 e 6 MB de cache L3, enquanto a da Intel usa 8 MB de memória cache L3. Ambos possuem função Turbo, a qual aumenta o clock em 400 MHz na hora do apuro.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

A quantidade de núcleos é a mesma, mas o modelo da Intel pode trabalhar com o dobro de threads. O TDP dos dois é igual, o que significa que eles devem operar em temperaturas semelhantes. A nanotecnologia do processador Intel é de 32 nm, a do AMD é de 45 nm.

O processador em números

Vasculhando a web, não encontramos comparativos diretos entre esses processadores. Contudo, muitas análises usam os mesmos softwares, por isso, é possível saber a diferença entre eles. Em benchmarks, o processador da Intel leva vantagem em muitos aplicativos.

(Fonte da imagem: Reprodução/Toms Hardware)

Na hora de executar jogos, vemos que os 500 MHz a mais e a arquitetura diferente da Intel não apresentam grande vantagem. A CPU da AMD é capaz de rodar quaisquer games de última geração em configurações máximas. Em determinados jogos, entretanto, o i7-2700k pode apresentar um pequeno ganho na taxa de quadros por segundo.

Análise do desempenho visual

Apesar de existir uma diferença em testes, na hora de reproduzir jogos, leva-se em consideração a fluidez das cenas. Em geral, as pessoas não sentem desconforto com taxas de quadros acima de 30 fps. Jogadores mais exigentes relatam que o ideal é manter esse número em 60 fps, garantindo uma reprodução mais suave.

(Fonte da imagem: Divulgação/Codemasters)

Seja qual for o número, os dois processadores utilizados podem manter excelentes taxas em jogos que utilizem a resolução Full HD. Claro, a CPU não desempenha o papel principal nesses casos, por isso, a execução dos jogos vai depender muito mais da placa de vídeo.

Desbloqueando o processador AMD

Para igualar o desempenho, é possível realizar um overclock. Esse procedimento força o chip a operar em uma frequência acima da qual ele utiliza como padrão. Como consequência, o processo resulta num aumento de temperatura. É um recurso desnecessário quando a CPU está oferecendo bom desempenho, além de ser arriscado.

(Fonte da imagem: Reprodução/Toms Hardware)

Você talvez não tenha compreendido por que selecionamos o Phenom II X4 960T como chip da nossa máquina de baixo custo. Pois bem, um dos diferenciais desse processador é um recurso que pode aumentar o desempenho consideravelmente — e sem correr riscos.

Phenom II X4 960T desbloqueado (Fonte da imagem: Reprodução/Toms Hardware)

Trata-se do desbloqueio de núcleos, técnica que permite liberar dois núcleos a mais, aumentando o desempenho da CPU em diversas tarefas. Em benchmarks do site Tom’s Hardware, fica claro que o processador AMD tem um ganho significativo quando opera com seis núcleos.

Diferenças entre as placas de vídeo

A Radeon HD 6850 opera na frequência de 775 MHz, conta com memória GDDR5 de 4 GHz e oferece a taxa de transferência de 128 GB/s. A HD 6970 oferece uma GPU mais veloz (cerca de 100 MHz a mais), memória com clock de 5,5 GHz e taxa de transferência de 176 GB/s.

(Fonte da imagem: Divulgação/Sapphire)

Analisando apenas esses números, fica claro que a Radeon HD 6970 é muito mais potente. Todavia, as diferenças nas especificações não implicam necessariamente em um aumento brutal no desempenho dos jogos.

Resultados em jogos

Analisando os benchmarks do site The Guru of 3D, podemos verificar que, na resolução de 1920x1200 pixels, a Radeon HD 6850 se comporta muito bem, mantendo taxas muito próximas de 60 fps. A Radeon HD 6970 geralmente mantém desempenho muito superior, garantindo de 20 a 30 frames a mais por segundo.

(Fonte da imagem: Reprodução/The Guru of 3D)

Isso quer dizer que qualquer uma das placas garante a execução da maior parte dos games mais recentes com qualidade excelente e velocidade satisfatória. Quanto à Radeon HD 6850, as baixas taxas de frames não vão resultar em um desconforto visual — salvo raras exceções de games que sejam impossíveis de rodar com uma única placa.

É possível igualar o desempenho?

Um overclock poderia diminuir as diferenças entre as duas placas. O próprio software da AMD oferece configurações para aumentar as frequências da GPU e da memória da placa de vídeo. As consequências? Bom, o aumento na taxa de quadros por segundo seria notável. Conforme o aumento no clock, talvez, seria possível até deixar o desempenho muito próximo.

Assim como traz benefícios, o overclock também pode acarretar em problemas posteriores. Os sistemas de refrigeração que acompanham as placas até aguentam pequenos aumentos de temperatura. Entretanto, dependendo do overclock, seria necessário substituir o dissipador.

(Fonte da imagem: Reprodução/The Guru of 3D)

Isso sem falar na redução da vida útil da GPU e na possibilidade de causar danos irreversíveis a alguns componentes da placa gráfica. Moral da história? Uma Radeon HD 6850 pode oferecer desempenho satisfatório em quase todos os jogos modernos, portanto, o ideal é evitar usar o recurso de overclock.

Devo usar um SSD?

Mudar de um disco rígido para um drive de estado sólido pode fazer toda a diferença. Ao menos isso é perceptível na inicialização do Windows. Mas e quanto aos jogos? Usar um SSD para trabalhar com jogos pode ser interessante, todavia, isso não significa necessariamente um ganho na taxa de quadros por segundo.

Substituir um HD por um SSD pode garantir tempos mais curtos de carregamento das fases. Além disso, o SSD pode oferecer excelente desempenho em jogos que não fazem o armazenamento dos níveis (isso inclui texturas, sombras, luzes, polígonos, wireframes e muitos mais) na memória RAM.

(Fonte da imagem: Divulgação/Corsair)

É recomendável um SSD? Não exatamente. O drive de estado sólido pode aumentar a velocidade nos jogos, mas ele não será um fator diferencial em todos os games. O importante mesmo é ter memória RAM suficiente para armazenar todo o carregamento do jogo, assim, até mesmo um disco rígido pode quebrar um galho.

A melhor relação custo-benefício

Enfim, como você pôde ver, um PC de 2 mil reais pode oferecer desempenho similar ao de um computador que custe o triplo do valor. Claro, se realizarmos overclocks na máquina top de linha, não há como um sistema mais simples alcançar os mesmos resultados. Assim, fica claro que muitas vezes vale a pena observar a relação custo-benefício.

Nossa dica final é para você que está montando um computador de jogos. Pense bem antes de comprar os componentes, pois gastar rios de dinheiro nem sempre é o melhor caminho. Visualmente falando, uma máquina razoável consegue oferecer resultados excelentes, com gráficos muito superiores aos que você vê nos atuais consoles.

Você conseguiu solucionar seus problemas? O PC ainda continua com problemas? É só entrar em contato pelo tel (021) 8821-7624 Robson Mesquita